Você não imagina o que chega junto com a água na torneira da sua casa!

Remoção de hormônios da água por Processos Oxidativos Avançados    

Muitos compostos, denominados contaminantes emergentes estão sendo detectados em águas superficiais e águas subterrâneas. Medicamentos, hormônios sintéticos, metais pesados e agrotóxicos como atrazina e glifosato, estão sendo despejados nos rios.

    Um dos contaminantes emergentes de grande preocupação são os hormônios, classificados como disruptores endócrinos, compostos químicos que interferem na ação hormonal e causam efeitos adversos sobre a saúde da vida selvagem e humana.

    Levando em conta que mais de 100 milhões de mulheres em todo o mundo usam contraceptivos que apresentam como ingrediente ativo etinilestradiol, excretado do corpo através da urina , há realmente muito com que se preocupar.

    As Estações de tratamento de efluentes que recebem estes compostos, que apresentam alta estabilidade frente a degradação biológica, não os remove eficientemente. Estes contaminantes chegam ao meio ambiente através do descarte destes efluentes atingindo os rios, de onde sai a maior parte da água que vai para abastecimento público. Água, que mesmo após ser tratada, continua com vestígios da contaminação e chegam nas torneiras das casas para serem utilizadas na dessedentação de animais e humanos e no preparo de alimentos.

    Recentes revisões científicas e relatórios publicados pela Sociedade de Endocrinologia e a Comissão Européia, concluíram que estão surgindo fortes evidências de que aumentos na incidência de doenças nas últimas décadas, exclui os fatores genéticos como a única explicação plausível. Fatores ambientais e outros fatores não genéticos, incluindo nutrição, exposição a substâncias químicas, são as causas destas doenças.

    No Brasil um estudo realizado na bacia do rio Atibaia, que abastece a população de Campinas (SP), identificou a presença de vários hormônios sintéticos como etinilestradiol, levonorgestrel, estradiol e progesterona nas amostras colhidas.

    Esses hormônios artificiais, são ativos em baixas concentrações e imitam a ação de hormônios femininos naturais e confundem o organismo.

    Em mulheres, um aumento no consumo destes hormônios podem causar endometriose, câncer de mama e de útero, e também início mais precoce da menarca e desenvolvimento das mamas em meninas sendo fatores de risco para o câncer.

    Em homens, crescimento das mamas, redução da libido, impotência e queda na quantidade e qualidade de espermatozóides, o que reduz a capacidade de gerar filhos, poderão ser observados.

    A incidência de malformações genitais, como testículos não descendentes e malformações penianas, em bebês do sexo masculino aumentou ao longo do tempo. Outros efeitos conhecidos incluem obesidade, dificuldades de aprendizado e memória, diabetes no adulto e doenças cardiovasculares.

    Os processos de tratamento convencionais nas Estações de Tratamento de Esgoto, são eficientes para a descontaminação microbiológica e remoção de nutrientes. Porém, algumas substâncias não são efetivamente removidas do esgoto após o tratamento, devido a suas propriedades físico-químicas e, assim, permanecem no efluente final.

    Após o tratamento, este efluente é descartado em sistemas de águas naturais que cortam as cidades para posteriormente serem coletados novamente e tratados em Estações de Tratamento de Água, também não eficientes para a eliminação de contaminantes emergentes como os hormônios. Sendo assim, estes contaminantes podem estar presentes na água tratada encaminhada para as residências, uma vez que é oriunda de mananciais já comprometidos.

    Os sistemas convencionais de tratamento de esgotos precisam ser urgentemente adaptados para realizar a remoção completa destes micro poluentes, a fim de que sejam evitados problemas na saúde de pessoas e animais.

    Atualmente a opção eficaz para remover hormônios das águas residuais envolve o uso de sistemas avançados que mostraram ser bastante eficientes na remoção de hormônios.

    Os processos oxidativos avançados são mecanismos de degradação de poluentes por meio de radicais hidroxila com alto potencial oxidante. Estes radicais são capazes de transformar moléculas mais complexas em dióxido de carbono, água e ânions inorgânicos, podendo degradar uma variedade grande de compostos.

    Estes radicais hidroxilas podem ser gerados por, fotólise com irradiação ultravioleta (UV), fotocatálise, que além da radiação UV faz uso de catalisadores como dióxido de titânio, óxido de zinco e a oxidação, através de oxidantes fortes como o ozônio e peróxido de hidrogênio.

    Estudos recentes demostraram que estes processos foram muito promissores na remoção de hormônios nas concentrações típicas encontradas em efluentes, alcançando uma eficiência de 99% na eliminação destes compostos.

    Há uma necessidade imediata de proteger nosso meio ambiente dos efeitos nocivos dos hormônios encontrados nos mananciais.

    Dentro deste contexto, a sociedade deve se mobilizar e exigir do poder público que a água que recebe dentro de casa seja livre de contaminantes emergentes como os hormônios e tantos outros, pois já existem tecnologias avançadas que podem eficientemente minimizar este problema.


Autora: Elisangela Franciscon


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Referências

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