TRATAMENTO DE ÁGUA, DE ESGOTO E O CORONAVÍRUS (COVID-19)

Coronavírus é uma doença causada pelo vírus SARS-CoV-2, responsável por infecções assintomáticas e sintomáticas. Em casos sintomáticos extremos causa quadros respiratórios graves. Conforme a OMS (Organização Mundial de Saúde), cerca de 80% dos infectados não desenvolvem sintomas enquanto 20% tem sintomas como de uma gripe. Esta gripe pode evoluir rapidamente e requerer atendimento hospitalar, sendo nos casos mais graves a necessidade de tratamento intensivo com ventilação mecânica em razão de insuficiência respiratória.

Descoberto em dezembro de 2019 na China, logo se espalhou para outros países causando uma pandemia mundial. É transmitido por contato direto por pessoa infectada ou contato com objetos contaminados.

As Profilaxias são: Lavar as mãos com água e sabão ou utilizar álcool em gel 70%. Ao tossir ou espirrar cobrir boca e nariz com o cotovelo. Não colocar a mão no rosto, não abraçar, não beijar, não apertar a mão, não compartilhar itens de higiene e de uso pessoal, manter uma distância de segurança mínima de 2 metros das pessoas. Evite sair da sua casa. Se sair utilize máscaras.

MAS, É POSSÍVEL SER CONTAMINADO INGERINDO ÁGUA? E ATRAVÉS DE ESGOTO OU RESÍDUOS SOLIDOS?

·É seguro beber água direto da rede de abastecimento?

Os métodos convencionais de tratamento de água que usam filtragem e desinfecção, como é o caso da maioria se não da totalidade dos sistemas de tratamento de água potável, devem remover ou inativar o vírus que causa o COVID-19. Salvando algumas situações onde a rede de distribuição possa sofrer ruptura e ter contaminação, é seguro beber água da rede de abastecimento.

·As estações de tratamento de esgoto tratam o COVID-19?

As estações de tratamento de esgoto tratam vírus e outros patógenos se possuírem sistemas de desinfecção. O coronavírus é um tipo de vírus suscetível à desinfecção, então tratamentos que estejam em conformidade devem eliminá-lo, porém não há nenhum estudo comprovando.

·Posso contrair COVID-19 de águas residuais ou esgotos?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) indicou que "até o momento não há evidências de que o vírus COVID-19 tenha sido transmitido por esgoto com ou sem tratamento de esgoto".

·Posso pegar o COVID-19 nas fezes de pessoa contaminada?

Embora as investigações iniciais sugiram que o vírus possa estar presente nas fezes em alguns casos, até o momento, não houve relatos de transmissão fecal-oral do COVID-19. Além disso, não há evidências até o momento de quanto tempo o vírus sobrevive em água ou esgoto comprovado cientificamente.

·E os resíduos sólidos gerados por pessoas contaminadas?

O lixo e resíduos contaminados gerados em hospitais e unidades de atendimento seguem legislação apropriada de descarte e desinfecção, não sendo preocupação ou fator de disseminação da doença. Devemos lembrar que algumas pessoas infectadas não têm sintomas ou tem sintomas brandos e seguem tratamento nas suas residências. Essas pessoas contaminadas continuam produzindo lixo doméstico com possibilidade de propagar o vírus, porém não existem relatos ou estudos sobre a contaminação por COVID 19 através de lixo doméstico. 

Assim, o gerenciamento de resíduos sólidos doméstico deve ser discutido com mais detalhes, levando em consideração fatores como resistência do vírus, segurança em gerenciamento de resíduos e condições climáticas regionais que possam ser favoráveis ou não, representando riscos para os trabalhadores e o meio ambiente.

O CORONAVÍRUS NA REDE DE ESGOTO

Vários grupos de pesquisa nacionais e internacionais têm relatado a detecção de coronavírus em esgotos domésticos. Os pesquisadores dizem que é possível captar um aumento acentuado nas concentrações virais no esgoto antes que os casos explodam na rede de saúde e hospitais. Isso aponta para um grande potencial como uma ferramenta barata e não invasiva para alertar órgãos públicos contra surtos e pandemias.

O esgoto torna-se um indicador oferecendo dados em tempo real, pois coletam dados constantemente de fezes e urina da população contaminada, seja sintomática ou assintomática.

Uma vez excretado, o vírus fora de condições favoráveis se degrada, porém continua presente, mas incapaz de contaminar. O teste para verificar a presença do vírus se faz da reação em cadeia da polimerase que identifica fragmentos de RNA do SARS-CoV-2, causador do COVID-19. Sendo assim maiores concentrações de vírus nas águas residuais correspondem a um maior número de pessoas infectadas.

O monitoramento de esgotos pode ilustrar o momento crítico e a escala dos surtos, que atualmente são difíceis de visualizar devido à falta de testes em humanos, diz Zhugen Yang, engenheiro biomédico do Instituto de Ciências da Água da Universidade de Cranfield, um centro do Reino Unido que está desenvolvendo testes de US $ 2 para detectar SARS CoV-2 em esgoto. “Na maioria dos países, os testes individuais são escassos e os números de surtos são baseados na modelagem computacional”, diz Zhugen Yang "Mas a amostragem de esgoto fornece uma imagem bastante barata e baseada em evidências da carga viral real em uma comunidade". Usando modelos de computador que incorporam dados sobre quantas partículas virais os indivíduos eliminam e como eles se diluem no esgoto, é ainda possível converter as concentrações virais detectadas em estimativas de números absolutos de infecções na área de captação de um sistema de esgoto, acrescenta Zhugen Yang.

Outra vantagem da amostragem de águas residuais é que ele pega vírus associado ao grande número de pessoas infectadas com SARS-CoV-2, mas não apresenta sintomas para a doença, diz Paul Bertsch, diretor científico de terra e água da Commonwealth Scientific; Organização de Pesquisa Industrial na Austrália. Embora o derramamento viral varie entre os indivíduos e ao longo da infecção, ele diz, um sistema de esgoto combina essas variações em uma média que representa a comunidade em geral. E, dependendo do sistema de esgoto, os avisos podem surgir rapidamente. Ele ressalta que o monitoramento de águas residuais em Israel, por exemplo, detectou um surto de poliomielite antes que qualquer caso clínico aparecesse, de acordo com um estudo de 2018.

No Brasil pesquisadores da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) iniciaram um estudo em parceria com a prefeitura de Niterói – RJ. O estudo busca verificar na rede de esgoto a presença coronavírus (Sars-CoV-2) e acompanhar as variações que estão diretamente ligados no aumento ou retração da disseminação do vírus Covid-19. Esse estudo pode ajudar na prevenção e também destinar maior foco de combate quando for encontrada regiões que evidenciem maior criticidade em números de infectados.

Não existem evidências sobre a contaminação ou não por transmissão fecal-oral ou através do contato com esgoto contaminado com COVID-19, porém não é possível descartar tal ocorrência. Existindo essa hipótese, fica mais evidente que intervenções relacionadas ao fornecimento de água potável e saneamento adequado devem ser imediatamente adicionadas às estratégias atuais para o controle do COVID-19, além do papel fundamental de se ter uma fonte confiável de água para lavar as mãos.

No entanto, considerando que 2,2 bilhões de pessoas em todo o mundo não têm acesso a água potável gerenciada com segurança e que 4,2 bilhões sem saneamento básico gerenciado seguro, a possível contenção do COVID-19 por meio do acesso a esses serviços é, por si só, uma justificativa para estabelecer medidas imediatas para mitigar a exposição de pessoas que vivem nas situações mais vulneráveis ​​a doenças disseminadas por falta de saneamento. Ao mesmo tempo, isso responderá ao apelo da Agenda 2030 e reforçará a necessidade urgente de realizar os direitos humanos à água potável e ao saneamento.

A água com as suas várias aplicações e usos desde beber, recreação, saneamento, higiene e indústria, é o nosso recurso global mais precioso. Água potável limpa e segura é fundamental para sustentar a vida humana e sem ela a qualidade de vida fica comprometida.

Autor: Gustavo Lazarini - Comunicação e Marketing

Fonte:

https://coronavirus.saude.gov.br/sobre-a-doenca#o-que-e-covid

https://www.epa.gov/coronavirus/do-wastewater-treatment-plants-treat-covid-19

https://www.who.int/emergencies/diseases/novel-coronavirus-2019/global-research-on-novel-coronavirus-2019-ncov

https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0048969720324360?via%3Dihub

https://www.sciencemag.org/news/2020/04/coronavirus-found-paris-sewage-points-early-warning-system#

https://portal.fiocruz.br/noticia/fiocruz-divulga-estudo-sobre-presenca-do-novo-coronavirus-em-esgotos-sanitarios

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