TRATAMENTO DE EFLUENTE INDUSTRIAL DE PAPEL E CELULOSE

A indústria de Papel e Celulose é um dos segmentos que mais crescem no Brasil, sendo responsáveis por grandes investimentos tanto em infraestrutura como em logística e tecnologias. Recentemente, grandes fusões destas empresas no país aumentaram a credibilidade do mercado que agora aposta em expansão de suas produções.

A matéria prima para a indústria de papel e celulose são as árvores na sua maioria Eucaliptos e Pinos provenientes de cultivos controlados e autorizados destinados exclusivamente para essa finalidade de alimentar o segmento industrial de papel e celulose. Essa madeira é triturada e passa por processos químicos de extração da lignina, formando uma polpa que recebe um novo tratamento químico de branqueamento para em seguida ser prensada, secada e transformada nos grandes rolos de papel, seguindo para o empacotamento e distribuição.

Em todo o processo de transformação, desde a o cultivo das arvores até o papel pronto, a indústria de papel e celulose utiliza grandes volumes de água, algo entorno de 15 a 120 m³ por tonelada produzida. Consequentemente também é gerado um grande volume de efluente industrial de papel e celulose. Esse Efluente industrial tem pH baixo, que varia entre 4,0 e 8,0, e contem uma alta carga orgânica, com uma DBO entre 50 e 300 mgO2/L.

Com as legislações ambientais nacionais cada vez mais atuantes e criteriosas, além da pressão do mercado internacional por processos industriais mais sustentáveis e o público consumir cada vez mais consciente e seletivo na hora de adquirir um produto, fica imprescindível ter cuidado, fazer um tratamento adequado desse efluente industrial de papel e celulose para assim fazer um descarte apropriado sem agredir o meio ambiente.

PROCESSO DE TRATAMENTO DE EFLUENTE NA INDUSTRIA DE PAPEL E CELULOSE

Atualmente o modelo mais utilizado para o tratamento de efluente de papel e celulose consiste, basicamente, na utilização de um tanque equalizador para pH, com bombas dosadoras acopladas a sensores imersos no efluente. Já a remoção de sólidos e matéria orgânica é realizada por sistemas biológicos aeróbios, podendo ser por lagoas aeradas ou lodos ativados.

               A lagoa aerada consiste em geral em uma escavação no solo impermeabilizado através do uso de membrana geotêxtil, a profundidade média é de 3,0 a 4,0 metros com sistema de aeração mecânica ou difusa. O tempo de detenção varia de 5 a 7 dias e a taxa de aplicação de carga orgânica volumétrica é de 40 a 60 DBOg/m³ por dia de acordo com o local da instalação. Após a lagoa aerada é necessário uma lagoa de decantação, para que a biomassa e parte dos sólidos sedimentem para que o efluente possa sair clarificado. O sistema de lagoa apresenta o benefício de baixa geração de lodo em conjunto com reduzidos custos operacional, porém requerem grandes espaços devido ao longo período de detenção hidráulico.

Já o sistema de lodo ativado possui um tanque de aeração com aeração superficial ou difusa assim como a lagoa aerada, porém o tempo de detenção hidráulica é menor e pode variar de 8 a 24 horas, a carga orgânica volumétrica é maior e está compreendida na faixa de 1,0 a 3,0 kg DBO/m³.dia. Após o tanque de aeração existe o decantador final, que possui a mesma função da lagoa de sedimentação, porém o grande diferencial operacional do sistema de lodo ativado é o retorno da biomassa. A manobra de recirculação do lodo do fundo do decantador secundário para o tanque de aeração permite que as células permaneçam por mais tempo no sistema, 10 a 25 dias, desse modo a operação emprega mais biomassa e assim o tempo necessário para oxidação biológica da matéria orgânica será reduzido. A escolha da melhor tecnologia vai se basear, principalmente, no espaço disponível e capital de investimento.

               Ainda especificamente no tratamento de efluente de indústria de papel e celulose, deve-se adicionar alguns macronutrientes e micronutrientes ao efluente bruto antes do tratamento biológico, pois em geral este é pobre em Nitrogênio e Fósforo, uma regra geral é manter a proporção ente DBO:N:P da ordem de 100:5:1, por exemplo.

ETAPAS BÁSICAS DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE EFLUENTE INDUSTRIAL DE PAPEL E CELULOSE

Tratamento primário: remover sólidos misturados ao líquido.

Tratamento secundário: São métodos de tratamento biológico afim de degradar as matérias orgânicas contida nestes efluentes. E assim eliminar os microorganismos que se alimentam dessa matéria orgânica. Podem ser por processos anaeróbicos ou aeróbicos.

Tratamento terciário: Essa etapa é necessária quando os métodos anteriores não foram capazes de eliminar todos contaminantes, de acordo com a legislação ambiental, é feito por físico-químico e /ou Osmose reverse para remoção dos metais pesados e a cor.

Autor: Lucas Lima – Engenheiro Ambiental

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